Dormideira (Mimosa pudica): saiba sobre a planta e seus benefícios

planta medicinal dormideira com flor


Família botânica — Fabaceae Lindl.

Gênero — Mimosa L.

Nome científico — Mimosa pudica



A planta dormideira também pode ser conhecida como dorme-dorme, dorme-jão, maria-dormideira, maria-fecha-porta, murcha-maria, não-me-toque e planta sensitiva. O seu nome científico é Mimosa pudica, e esse epíteto específico "pudica" faz alusão a uma de suas características, pois a planta fecha as folhas ao ser tocada como se sentisse pudor. Na verdade a dormideira quando tocada dispara estímulos elétricos que fazem suas folhas se retraírem, e isso é um meio de defesa que a planta desenvolveu contra predadores herbívoros.



Sobre a sua origem, a dormideira é uma espécie nativa das Américas, sua faixa nativa se estende do México até o Brasil. Além de sua distribuição natural, essa planta foi introduzida em alguns países africanos e asiáticos.



Embora seja uma planta muito popular, poucas pessoas sabem dos benefícios da planta dormideira, mas assim como diversas outras, ela também é uma planta medicinal devido aos seus compostos secundários que desempenham atividades terapêuticas e podem servir à indústria farmacêutica para a formulação de novos medicamentos. Entre esses compostos estão os alcaloides, flavonoides, esteroides, glicosídeos e taninos.



Na medicina popular de diferentes países das Américas, África e Ásia, a dormideira ou não-me-toque vem servindo para tratar diversos problemas de saúde. Inclusive essa planta é indicada pela medicina tradicional indiana Ayurveda para o tratamento de alguns casos devido ao conhecimento empírico e estudos laboratoriais referentes a ela.



Todas as partes da planta, como suas folhas, sementes e raízes, possuem atividades medicinais. O chá da Mimosa pudica, bem como banhos e compressas são utilizados para tratamentos diversos, como insônia, depressão, dor de cabeça, tosse, sinusite, coceiras de pele, quedas de cabelo, cálculos renais, infecções urinárias, hemorroidas, cólera, tuberculose, entre outras.



Apesar dos usos na medicina popular, os estudos sobre essa planta medicinal são apenas preliminares, faltam estudos robustos que assegurem dosagens e períodos de tratamentos. Vários estudos de toxicidade da planta dormideira já foram realizados sem que nenhum sinal de toxicidade tivesse sido encontrado. Porém, em estudo recente realizado em Cuba, foram identificados alguns sinais leves de toxicidade nos animais testados após dosagens de 1000mg/kg e administradas por 28 dias. Segundo o estudo, os efeitos adversos provém da substância mimosina, um metabólito secundário presente nessa espécie. Portanto não é recomendável a ingestão de dosagens elevadas e por período prolongado do chá da planta dormideira, aliás essa é uma regra para qualquer chá medicinal.



Outros estudos foram realizados com intuito do reconhecimento de compostos que possam servir para formulação de novos medicamentos, e foram confirmadas várias propriedades medicinais nos extratos da planta, destacando-se as atividades:


  • antioxidante (Pramanik e outros cientistas; 2021);
  • ansiolítica e antidepressiva (Shaik e outros; 2016);
  • analgésica e anti-inflamatória (Vikram e outros; 2012);
  • antidiabética (Parasuraman e outros; 2019);
  • anticonvulsiva (Alysam e outros; 2014);
  • antiúlcera (Shaik e outros; 2016);
  • hepatoprotetora (Sule e outros; 2019);
  • antimicrobiana (Mandala e outros; 2022); e
  • antimalárica (Aditama e outros; 2022).


Apesar de possuir benefícios, a Mimosa pudica deve ser utilizada com cautela, evitando-se altas e repetidas dosagens, também não é recomendável para grávidas, lactantes e crianças. Para tratamentos com plantas é recomendável a supervisão de um fitoterapeuta.


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